
.: just wanted to be myself :.
.: try to see it once my way :.
.:you take this preety photos:.
Red Stripe and Vicadin - Foto Blog .:well that's just fine, that's just one of my names
Paracetamol .:maybe all we need is water and friends:.
Adstringência do Ti .:we're all through different lenses:.
Amando Caio Riscado .:paracetamol:. Personal Holloway .:I'd die in your arms if you're dead too:.
.:I'm a prizefighter:.
DDA, insône, atrasada, enrolada, antipática, apegada, soberba, cética, sonhadora, viajante, reciclável, biodegradável, bípede, sinapses hiperativas, infantil, estudante, desempregada, enrolada, tímida, expansiva, contraditória.
Escrita por palavras que mal me descrevem
Descrita por outras que não fui eu quem escreveu
Exemplificada pelo absurdo
Complexamente eu
Completamente fictícia
Não nos levem a sério
Eu sou textos, mas também os escrevo.
Concurso dO mais estranho. Hã?!
E Quem ainda acredita NELES??
A Marula com Sucrilhos!
AntiÁcido do Pablo
Cartas Para Ninguém
Declaração e Opinião da Nique
Dormentes, livro virtual da tia Ju
Efedrina, Samantinha
Fabíola Scully
Forsit, de Olivia
Hiato, não-lugar do Luiz
Marina, Ela Mesma e o Mundo
Maria, Pensamento e Poesia
Megeras Magéééérrimas
Mme. Mean
Mundo Sem Noção, por Lulu
Neurose Tupiniquim
Nirvana, assim é!
Ociocismo
Ópio
Pensamentos dO Pedro
Poesia Residual
Poserns Cheia de Pose e Classe
Enlouqueça!
Por Enquanto, Louise
Quaisquer bobagens do Panda
Raky in The Sky With Diamonds
Tia Ju, A Rainha das Letras
Um Pouco da Nat
Voando com Medo de Avião
Foto e Música, by Panda
Mery Hellen no Fotolog.net
Monikitty
Poser Pride, Aline
Rafinha Modelo
Rê, o Astronauta
Redondos do Rê
Ricardo, aqui, ali e acolá
Via Louca, mas Lactea!
Zora Giovanna da Tia Lu
.: tune my weaker eye :: spit white :: hold the world up all day :: she's blue in the face again :: paracetamol :: sleep the darkness all away :: and drinking kitchen paint :: to dye the winter :: i hope we'll never see again :: deaf and dumb with the lights on :: deaf and dumb with the lights on :: married by signs :: married by signs oh :: personal holloway :: six month linen :: it's safe to safe to say we are alone :: suburban suicide :: watching night come amber :: it's all so temporary :: deaf and dumb with the lights on :: deaf and dumb with the lights on :: deaf and dumb with the lights on :: married by signs :: married by signs :: married by signs :: move a little way forward :: move a little way now :: move a little way forward :: move a little way now :: bleed life :: breathe life :: could be a better plan :: could be a better plan :: could be a better plan:.
(song by Bush)
.:kitchn tools:.
.:home is still the place that we love the most:.
Cansei.
Mudei.
Agora atendo em http://cabriolas.blogspot.com/
Hasta la vista.

Ele me ama,
mais que a tudo no mundo,
mais do que para sempre,
mais do que infinitamente,
não vive se mim!
Ele me ama
e nunca vai deixar de amar.
Quer casar, ter filhos, netos, bisnetos,
e fazer bodas de diamante.
Já planejou a casa, o cachorro, o papagaio
e até a secretária que vai virar amante...
Ele me ama
e já pensou em tudo:
todas as brigas e perdões,
as cores e os sons,
viagens e traições...
já também fez a mala,
pra se mudar até com a cuia,
pra nossa vida-quarto-e-sala!
Ele me ama,
completamente,
até com a mente,
e jura que não mente,
só diz o que sente!
É um amor descabido,
que não cabe nem em si,
nem no tempo,
nem em todos os longos dez minutos
em que nos conhecemos!
Ele me ama!
profundamente,
intensamente
e sem medida!
Nascemos um pro outro,
sou a sua prometida,
ele já projetou toda a nossa vida,
E ainda nem perguntou meu nome!
É nisso que dá,
um amor com DDA...
- É "de repente" ou "derrepente"? (Eu voto no primeiro!)
- "de repente". "Repente" é a coisa, "de" é a partícula, sendo "coisa" e "partícula" nomes genéricos que eu acabei de dar em substituição aos nomes reais das classes de palavras às quais elas pertencem.
- rs... Eu prefiro você ao Bechara.
- Eu também. Ele é muito careta e ultrapassado...
- Pois é, vamos fazer uma gramática com o seguinte nome: gramática para quem escreve.
- Pensei que seria gramática de leigos. Mudando de assunto, "sinto muito" é uma coisa que não diz nada, né? Sente muito o quê? tristeza? alegria? arrependimento? tudo junto? É um excelente coringa.
- "Sinto muito" tem contexto, logo não precisa de texto.
- Mas pode ser dito em muitos contextos diferentes!
- Geralmente de tristeza...
- De tristeza porque se convencionou assim, mas não é o que o texto diz! Em inglês, sorry é de tristeza, de sorrow... lá faz sentido "I'm so sorry".
- Será que na origem tinha mais texto?
- Deve ter perdido os complementos, que nem o "obrigado" que, pelo que ouvi dizer, antes era algo do tipo "sinto-me obrigado a retribuir o favor..."
- Nossa, ainda bem que cortou!
- Pois é. Ninguém deveria se sentir à vontade de pedir nada pra outra pessoa, só pra não se sentir obrigado depois...
- Mas talvez seja isso, estrangeirismo do inglês pro português.
- É uma boa possibilidade. Se algum dia alguém me perguntar, vou dizer que é por isso mesmo!
- Me ajuda, escreve um pedaço da música do Bob Marley para mim.
- "Get up, stand up: stand up for your rights! Get up, stand up: don't give up the fight!"... essa?
- Isso, só isso, muito "sinto-me obrigado a retribuir o favor"...
- Ótimo. Depois eu te obrigo a alguma coisa...
- Eu nuca diria "de nada" se as pessoas ainda quisessem se obrigar a alguma coisa!
- É você quem organiza a exibição do filme do cine icaraí?
- Sou, mas é a última vez que faço isso. Chega de atos.
- Por quê?
- Porque é chato fazer sempre o mesmo ato.
- "Ato contínuo" de repente adquiriu todo um novo significado...
- De repente têm uns termos que caem em superuso. Tipo "literalmente", desde há um tempo atrás.
- É mesmo. Eu tive um professor que disse que alguma coisa lá relacionada a contratos, ou a alguma lei, tinha ficado "literalmente uma merda"... Mas eu duvido que tenha virado cocô de verdade!
- Agora tudo que as pessoas querem dizer que é verdade, elas dizem "Literalmente". Ou quando querem dizer "em abundância".
- É verdade. Ou melhor, literalmente!
- Tipo "caiu o maior pé d'água... literalmente".
- Dá vontade de perguntar "e quanto ela calçava, a água?"
- Ou "tá chovendo canivete... literalmente"... enfim...
- Ah, mas "tá chovendo canivete" ninguém diz, diz? A idéia é exatamente de coisa absurda... a expressão não é "nem que chova canivete"? Que nem a da vaca tossir?
- Então, erram todos os sentidos!
- Ai ai... estou com fome. Literalmente.
- Comeria um boi inteiro, literalmente.
- Só se a vaca tossisse... Vamos fazer um movimento a favor do uso de "metaforicamente"? Com sorte as pessoas desistem do Literalmente e correm o risco de acertar mais.
- Eu tenho um termo, "literariamente". Tipo: está chovendo canivetes, literariamente.
- É poético, eu gosto.
- Compatilhar é legal.
- Compartilhar?
- Tinha uma mensagem dizendo que você queria compartilhar arquivo comigo!
- Ah, eu cliquei em alguma coisa aqui sem querer e apareceu uma janela dizendo isso, que eu queria compartilhar um arquivo. Como eu não queria compartilhar nada, fechei o trem.
- Ahnnn. Que tolo que fui, acreditei no MSN!
- Tolinho... Mas eu compartilharia minha vida com você! (se o msn tivesse essa opção...)
- Vendo essa pérola, eu lembrei que os nossos diálogos sempre foram bons textos.
- Verdade. Lembra daquele filme, Xeque-mate, com os diálogos absurdos que nem os nossos? O filme da ataraxia!
- Muito divertido, pena que tem gente no mundo sem senso de humor e não gostou do filme. Mas... ataraxia? Que foi? Anda lendo dicionário de polissílabos?
- É, ataraxia: o poder de não se preocupar.
- Aliás, deveria existir um dicionário de polissílabos.
- De repente existe. Seria um bom dicionário... Anyway, o cara fala no filme que tem ataraxia. Eu revi há uns meses e decorei a palavra.
- hum, isso beira a psicopatia.
- Na verdade ataraxia é uma coisa bonita. É algo acima do nirvana (não a banda)
- Interessante. Então o nirvana é um tipo de psicopatia voluntária.
- Não é porque você está violento hoje que o budismo se tornou uma patologia! "Ataraxia é um termo ligado às correntes filosóficas gregas do Ceticismo, Estoicismo e Epicurismo, o qual é sinônimo para: Paz e imperturbabilidade de espírito; Ausência de ansiedade; Tranquilidade e impassibilidade da alma; Felicidade derivada da virtude; A experiência do ótimo, a qual leva ao prazer natural, ético e estável. Segundo tais correntes, a ataraxia é possível de ser alcançada: Atendendo-se aos desejos naturais; Ignorando-se os desejos upérfluos; Eliminando-se as paixões; A ataraxia epicurista é basicamente o triunfo da razão do homem - geralmente a duras penas - sobre a irracionalidade do ambiente que o circunda. É um estado de espírito onde o homem deixa de temer o divino, a dor e principalmente, a morte."
- Tipo se livrar dos desejos e necessidades do corpo.
- É, e, como o psicopata deve ter uma paixão o movendo, acho que ele fica excluído dessa.
- É interessante observar as fronteiras absurdas. Aliás, sobre o absurdo do mundo, você poderia ler mais Camus.
- Ler mais ou um pouco, pelo menos, uma vez que não li nada.
- Eu acho que no fundo todos o lemos, principalmente quem estranha só um pouquinho qualquer coisa que acontece hoje em dia.
- Não é porque a gente inconscientemente compartilha idéias que a gente o lê! Ler é bastante literal.
- Aqui sim caberia um literalmente.
- Era o que eu ia escrever antes de achar que ia ficar demais.
- Fica demais mesmo. Ficaria melhor num diálogo começando sobre o uso de literalmente e fechando com isso.
- Escreva o diálogo, nós já o tivemos.
- É, tivemos. Mas minha escrita tá enferrujada que dói.
- Não tá não, você tá confundindo com a minha. A sua vai bem, obrigada.
- Tenho que ir. Muito bom poder voltar a conversar com você.
- Pois é. Estou com saudades.
- Acho que isso vai me desenferrujar, no fundo você é meu oleozinho singer.
- Você é tão romântico! Vá lá. Eu vou ficar lendo Camus.
- Leia sim. Ler é bastante literal. Literalmente.
O ato 3 continua em construção. Falta inspiração.
Enquanto isso...
eu fui
eu vi
eu ouvi
eu chorei
ELE EXISTE MESMO!!
E, pra não dizer que é perfeito,
tem as orelhas feias.
(não que alguém se importe com isso)
Foram as duas horas seguidas mais perfeitas da minha vida
até agora.
que eu me lembre.
pena que eu não vi o fábio assunção,
que ouvi dizer que também estava por lá,
provavelmente doido pra me conhecer.
Ah, mas naquela noite eu só tinha olhos para Ele,
pros olhos Dele,
logo ali, na minha frente.
Preciso ir a mais shows do Chico Buarque na vida.
Descobri que é o que faz valer a pena.
todas as penas.
Dia 14 de janeiro vai ser O DIA!
(não o jornal, claro)
Tenho que renovar meu estoque de lenços de paapel... já vi que vou chorar horrores.
Seu Chico, me aguarde...
Parece que foi há
milênios
séculos
semanas...
Foi
Foi todo esse tempo e mais um pouco
todo esse tempo e um pouco mais
O tempo,
no mais é pouco
e no pouco,
é mais.
Todo o tempo do mundo
nunca é suficiente
nunca
nunca é tanto tempo assim
O tempo é curto
é muito
é tudo
e é mais
muito mais
Não é exagero
É saudade.
- Olá! Há quanto tempo...
- Pois é... comé que você está?
- Tô indo... e você?
- Estou bem. Na mesma.
- "Na mesma"... Isso quer dizer que você está sempre bem?
- "bem" e "na mesma" usados na mesma frase indicam que a vida anda meio tediosa. Nada vai e nada vem; fica sempre na mesma. Como tenho muita noção de que as coisas poderiam ser bastante piores, digo que estou bem. É uma visão parcialmente otimista do tédio.
(ainda precisade alguns tratamentos)
Onde foi parar
Aquele CD duplo do Led Zeppelin que sumiu antes que você pudesse ouvir
Aquele menino de olhos verdes que já foi a paixão da sua vida
Aquele livro de projeto cultural que você jurou que um dia ia ler...
Falando em livros, e o Pequeno Príncipe, onde foi parar?
E aquela blusa que você adorava?
Sumiu junto com o par de meias mais confortável do mundo?
E que fim levaram aqueles montes de sonhos, vontades e esperanças?
E aquele amigo, por quais caminhos se encontrou, e se perdeu de você?
E aquele amor tão bem guardado,
na gaveta do armário?
Adormeceu? Fugiu? Morreu?
Aonde vamos parar... ?
(de algum lugar em janeiro...)
Quero lhe contar que subi em uma árvore
e gritei lá do alto.
Senti a liberdade em meio às folhas,
com a sensação de que podia voar...
Então voei...
Voei alto, alto, alto...
Até a estrela mais próxima
pedi licença e, curiosa, perguntei
o que fazer lá, tão longe, tão sozinha,
naquela escuridão sem fim.
Ela me respondeu, resignada:
"brilhar e esperar, até apagar"
Voltei então para a minha árvore,
com meu grito,
minha liberdade,
e meu medo de altura...
Todo fã de comédias românticas que se preze já viu "Sintonia de Amor". Menos eu. Mas ontem eu tentei resolver este problema: estava passando o filme no People & arts e eu deixei a tv ligada enquanto arrumava o quarto. Captei uma ótima frase sobre relacionamentos:
Está passando um festival Audrey Hepburn no telecine cult.
Já existiu alguma mulher mais linda e charmosa do que ela?
Quero ser Audrey Hepburn quando crescer.
Vi "Superman - o Retorno", mas não vou falar do filme. Vou falar do molequinho.
Obviamente fui assistir a uma sessão legendada, na qual alguma mãe sem coração levou seu filhote, aparentemente recém-alfabetizado.
Obviamente o menino não entendia inglês e nem tinha tempo de ler a legenda, então perguntava e fazia algumas observações ocasionamente.
Obviamente as observações e perguntas ocasionais perturbaram algumas das pessoas que queriam levar o filme a sério.
Obviamente eu não era uma dessas pessoas e me diverti bastante com o molequinho (que mandava muito bem).
Em dado momento, apareceu escrito em letras absurdamente gigantescas, "SUPERMAN".
"Supermãe?!" - perguntou o menino indigmado.
Bem no início, uma cena do Clark ainda novo, descobrindo seus poderes, correndo loucamente e saltando feito o Bambi.
"Olha, mãe, o Homem Aranha!"
(Ele leu meus pensamentos!)
Totalmente sem inspiração, mais do que de costume.
Budega!
Vi "O Código Da Vinci" e cochilei no meio do caminho. Ao ler o livro achei que daria um ótimo filme, mas o Ron Howard é fraquinho. Ficou bastante fiel, é verdade, mas, sei lá, não gostei. Ridículo mesmo fui eu reclamando que o efeito especial do Langdon decifrando os anagramas era igual ao efeito especial de "Uma Mente Brilhante"... Dã! Só várias horas após o fim do filme caiu a ficha de que são do mesmo diretor. Pateta!
Tb vi "X-Man 3". Talvez fosse melhor se eu me lembrasse do 1 ou do 2 e pudesse comparar. Ou não, né! Às vezes é bom mesmo entendê-lo como obra única... Anyway, eu gostei. Nunca fui com a cara do Cyclope (do filme) nem da Jean (do filme). Aliás, a Vampira (do filme) também é uma desgraça, podia ter ido embora junto. Senti falta do Noturno e, como sempre, do Gambit (sempre foi meu favorito). Obriguei todo mundo a ficar no cinema comigo pra ver a cena de uns 30s depois dos créditos. Esperava mais desta ceninha. Acho que gostei mais do filme do que os críticos (o que pode ser culpa do Volverine, vai saber...). Só acho que o molequinho que fez Reencarnação com a Nicole Kidman podia ter aparecido mais.
Antes disso tudo, vi "Missão Impossíel 3". Não via a hora de acabar. As coisas não paravam de explodir - ou as pessoas de voar - um minuto! Que saco! O 2 já não foi lá essas coisas, mas acho que me cansou menos...
Quero ver Superman... estréia qdo??
Li Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, HP e o Cálice de Fogo, HP e a Ordem da Fênix e HP e o Enigma do Príncipe. Vê se pode, a essa altura do campeonato a menina se vicia em Harry Potter. E olha que eu nem gosto muito do HP em si, moleque chato! De qualquer forma, quero comprar todos os 5 livros que eu não tenho (só tenho o último) pra visitar Hogwarts esporadicamente. Sim, é coisa de maluco, eu sei, mas pelo menos eu não me inscrevi na Hogwarts virtual, para estudar lá! (Juro que existe!)
Estou lendo "PS.:Eu Te Amo". É possível um livro ser ruim só até a página 100 e, de lá em diante, ser um espetáculo?? Torço que sim. O livro parece aqueles "made for tv" que passa de madrugada... ou na sessão da tarde... aqueles que a gente começa a ver sabendo desde a primeira cena que vai ser chato, mas insiste, com a esperança de estar enganado. Bem, tomara que eu esteja!
Acho que vou voltar a ler Fernanda Young antes do previsto.
Ah, também acho que vou fazer Direito na UniverCidade.
E também acho que a vida não é séria, mas isso não vem ao caso.
Quero mudar de operadora e minha auto-escola sucks. Tem mais de um mês que eu pedi pra marcarem aminha prova e até agora nada. A auto-escola Barros deve ter algum convênio com a Vivo. O nível de incompetência e Surrealismo é o mesmo.
Tchau.
Pra onde você quiser eu vou,
tanto faz.
minha casa é você.
Pois bem,
dia desses recebi por email a oferta de um livro intitulado Por que as mulheres compram?
Ora, mas não é óbvio? Compram pq está a venda!
Daí a gastar entre R$25,00 a R$30,00 com tal livro... aí sim é consumismo desenfreado!
Mas vá lá... é um livro de "estratégias de marketing para atingir um novo público". A sinopse no Submarino diz:
"Desde a cor do carro, o computador, as novas sandálias da moda... enfim, o que as mulheres querem elas podem! E são mais exigentes que os homens. Não adianta querer vender nada rapidamente a uma mulher nem tampouco apelar para estratégias de marketing ultrapassadas. Elas não se deixam levar: muito mais fortes, decididas e independentes economicamente, as mulheres sabem o que querem e não aceitam ficar em segundo pIano. Em Por que as Mulheres Compram?, Linda Johnson e Andréa Learned, especialistas em marketing, mostram ao leitor o que determina as decisões de compra de uma mulher e como garantir a fidelidade desse público que cresce dia após dia."
Mas eu acho muito simples convencer uma mulher (possivelmente mais simples do que convencer um homem) de comprar alguma coisa: basta oferecer brindes ou descontos, É infalível!
Semana passada minha mãe chegou em casa com 3 pacotes de ração para Maria Cecília (a cadela). Ok, o bichinho precisa se alimentar... mas daí a comprar 3 pacotes de uma vez? Estranhei até olhar os pacotes: um era da ração que a Ciça gosta, outro estava em promoção e o terceiro vinha com um mordedor! Brindes, minha mãe os adora!
Eu adoro cereal matinal, mas ela quase nunca comprava... até que surgiu a promoção: leve duas caixas e ganhe uma tijelinha. Resultado: quatro caixas de cereal!
E o balde cor de abóbora que ela ganhou comprando uma coleção de produtos de limpeza?!
Brinde nunca precisa ser útil. Basta ser "grátis"!
E promoções? Ah, é adorável quando minha mãe encontra promoções no supermercado. Chega em casa com dez embalagens de queijo, quinze pacotes de biscoito, quinhentas mil garrafinhas de gatorade...
Teve uma vez que ela comprou uns quatro pares de sapato iguais, mudando somente a cor, só pq estavam baratinhos. Nunca usou nenhum deles, é verdade, mas só a satisfação de comprar já valeu.
Nesta sociedade consumista em que vivemos, nada mais esperto do que brindes e promoções, por mais inúteis que sejam os "achados imperdíveis". Tá bom, consumismo é uma anomalia psíquica séria que pode ter desdobramentos terríveis e em muitos casos deve ser tratada... Ah, mas vai dizer que não é bom ir a um shopping e voltar com um monte de inutilidades em embalagens de presente?
Enfim, pq as mulheres compram? Pq está a venda! Pq elas podem!
Brindemos a isso!
(Tédio, esperando o computador fazer um download pra voltar a ler "Harry Potter e o Cálice de Fogo". Tá explicado.)
O tempo é perverso.
É como se eu estivesse presa entre tempos, tudo aconteceu antes ou acontecerá depois.
E enquanto isso eu tento preencher os dias com qualquer coisa
(tv, livros, mechas vermelhas no cabelo, pinturas exóticas na unha, organização de roupas, envio de emails, consumo frenético de corn flakes, estranho vício recém-adquirido por Glade [odorizador de ar], pensamentos infundados e inofensivos, limpeza de vidros e espelhos, passeios inúteis pelo shopping...)
Entretempos... é um lugar estranho de se estar.
Deve ser culpa da chuva.
A weblogger está me chateando, vive fora do ar!
Como eu não mereço isso, vou adaptar o blogger pra mim. Vou salvar tudo que está lá, republicar algumas coisas aqui e adotar o blogger como endereço oficial.
Amanhã.
(ou melhor, assim que aquilo lá voltar ao ar)
Hoje tirei as últimas coisas do apartamento.
É triste ver seu apartamento vazio. Parece filme: cada canto que vc olha é cheio de imagens e lembranças.
Assim que eu abri a porta da sala, fui colocar a chave em cima da televisão. Caiu direto no chão, não há mais televisão.
Me olhei no espelho do banheiro. Minha imagem estava horrível, cara de cansada. Achei que devia passar um delineador nos olhos e fui até o quarto da Fê buscar o dela. Não estava lá.
Sentei-me no chão da sala, nos colchonetes que restaram, olhando para a parede. Nada a fazer. Tive o impulso de levantar e ir deitar na rede... que rede?
A primeira coisa que eu tirei do meu quarto foram as fotos, os quadros e as bolsas que ficavam pendurados nas paredes. Engraçado, o quarto de repente pareceu muito menor, absurdamente menor.
Comentei isso com o Panda. Ele disse que quando as coisas estavam na parede, o quarto era mesmo maior, pq ele tinha as minhas dimensões, as dimensões do meu mundo. Sem elas, eram apenas paredes, era apenas um quarto.
Sem todos os móveis e tranqueiras, aquele não é o meu lar, e apenas um apartamento.
Sem Niterói e todas as tranqueiras, eu sou apenas uma pessoa, apenas mais uma.
Estou me procurando, urgentemente. Se alguém me encontrar, favor devolver. Lá no Rio, que voltou a ser minha casa em tempo integral.
(disse "lá" pq agora estou na casa de Louise)
Já viram "Hora de Voltar", do Zach Braff (da série Scrubs, que passa na Sony)??
É a história de um cara meio problemático, que vive de prozac e afins por toda a vida e volta pra sua cidade natal depois de muito tempo longe, pro enterro da mãe. A história toda tem muitas coisas interessantes, mas não é bem sobre o filme que quero falar. Só quero fazer uma comparação. Estou me sentindo como ele: dopada, desencontrada, anestesiada, entorpecida mesmo. Meio zumbi. Estou fazendo muitas coisas no automático, sem pensar. Tenho bloqueado pensamentos, não sei mais de nada.
Não sei nem, por exemplo, o que vim escrever aqui.
Que coisa!
(06/04/2006)
É outono, o sol se vai aos poucos.
Sento-me perto do MAC, de frente para o Rio.
(a cidade é mesmo maravilhosa deste lado da baía)
O céu se desmancha em cores,
todas as cores que pintaram minha vida nos últimos anos.
Fecho os olhos, sinto o ar em meus pulmões.
Lembro-me de todas as vezes que estive aqui,
recordo detalhes que pareciam perdidos,
revivo emoções conflitantes em uma fração de minuto.
Confusão.
Vivi mais nos últimos cinco anos do que nos dezoito anteriores.
(e pode nem ter sido tanto assim. Dizem que há mais por vir...
no entanto parece que tudo acaba aqui, agora.
Calma. Ainda há muito tempo para girar.)
Despreparada,
desnorteada,
jogada.
(Calma, também não é preciso tanto drama! É?)
Não sinto o chão sob meus pés.
Abro os olhos.
Uma nuvem negra agora cobre o céu.
(ela chegou de repente, embora eu soubesse que viria.
Qualquer coisa me enche os olhos de água nestes dias.)
Vai chover, falta pouco.
eu sinto, eu vejo, eu sei.
Levanto-me.
Uma fotografia mental, um último adeus.
Sim, eu sei, também sentirei saudades...
(especialmente de me maravilhar a cada pôr-do-sol).
***************************
É hora de partir, hora de voltar pra casa.
E me procurar.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Sentia sua falta antes de conhecê-lo
Eu era apenas um pedaço,
uma prcela de um todo perdido...
E sentia saudades, muitas saudades.
Até que um dia, entre um olhar, um sorriso e meia dúzia de palavras,
eu me encontrei.
Agora nada mais me falta.
Sinto saudades poucas vezes, e sua presença todo o tempo.
Você está preso aos meus sentidos.
De ímpar virei par, o mundo agora é nosso.
Somos nós que fazemos o sol aparecer todas as manhãs,
Nós que damos as estrelas à lua às noites,
e pintamos o céu com nossas cores ao entardecer.
E todos os verbos que vale a pena conjugar, fomos nós que criamos.
Você é meu sentido.
Se às vezes perdemos a razão, em nossa perfeita imperfeição,
e discutimos, brigamos, choramos, gritamos,
logo fazemos as pazes, sempre nos perdoamos.
Prefiro passar a vida brigando cm você
do que fazendo amor com outra pessoa.
Eu subi em uma árvore.
Acho que nunca tinha feito isso antes, em quase 23 anos. Bem, pelo menos não que eu me lembre. Eu e um casal de amigos (que não formam um casal entre si, mas são um homem e uma mulher... ah, deu pra entender) saímos de uma festa na madrugada de quinta para sexta e decidimos dar umas voltas de carro. Fomos parar em Jurujuba, um bairro de Niterói (razoavelmente longe do centro) famoso por seus pescadores. É lá que fiica a árvore. É uma árvore grande e linda, moldada certinho para subirmos nela: tem degraus pra subir, lugar pra sentar... e uma vista linda do Rio e da bahia de guanabara. Ela fica na beira da estrada, num "meio fio" que desce para uma pequena faixa de areia e a água. Eu já conhecia aquele lugar. Ano passado fomos ver o nascer do sol lá, comemorando o aniversário de uma amiga, mas eu não me atrevi a subir na árvore. Tb tem duas cordas penduradas num dos galhos, como se fossem cipós, para os que quiserem se aventurar e se pendurar. Eu até pensei em me aventurar dessa vez, mas a maré estava alta (eu tb, aliás) e achei melhor não. Mas só subir na árvore já valeu. E ver aquela paisagem linda... Depois, ainda não cansados, fomos além, perto da área militar, Paramos num... sei lá, acostamento? Um canto que não é bem calçada, mas tb não é estrada; onde as pessoas estacionam mesmo. Sentei na cerquinha branca. Tem uma escada para a praia lá em baixo, mas da cerca dava pra ver uma pedra imensa (ou seria um morro?), a areia e o mar com ondas azuladas pelo brilho da lua. Ah, e a lua... a lua estava linda... e no rádio, veja que coisa, o Chico cantava "meu guri". E foi então que eu me certifiquei de como a vida é safada. E me senti solitária (ando carente ultimamente, não repare). De que adiantava aquele cenário perfeito? Não desmereccendo meus amigos, especialmente pq sei que eles pensavam a mesma coisa... É, já disse o Léo Jaime, "a vida não presta"...
Pq eu estou escrevendo isso? Dessa vez não tenho montes de explicações. Só me deu vontade de contar isso pra você, e, como eu não tinha nada melhor pra escrever...
Ah, e eu vi "Quero ser John Malkovich" sim. Gosto do Charlie Kaufman (???), ele é louco. Gosto muito de "Brilho Eterno...", e tb de "Adaptação". A gente devia marcar de ir ao cinema juntos. A gente escolhe o dia, o filme e horários que batam. Tudo igual, lugares diferentes. Seria uma experiência antropológica interessante, ir ao cinema juntos, mas separados. Ou quase isso.
Faz muito calor aqui. Tá muito abafado e o ar condicionado não dá vazão. Acho que a água gelada esquenta antes mesmo de descer pela garganta. Talvez devêssemos ver o filme dos Pinguins. Ou talvez eu deva parar de escrever abobrinhas e ir dormir. Ou ler. Farei isso. Ou aquilo.
...E com um beijo, encerro o monólogo de hoje...
Beijo,
Lu Morena.
"É desconsertante rever o grande amor"
É noite, e ela reacende todas as lembranças. Estava com saudades de beber Eric Clapton com você, que é luz, raio, estrela e luar. Tinha me acostumado a vê-lo todos os dias, e agora é difícil acostumar-me com o "de vez em quando". Minhas madrugadas nunca mais foram as mesmas desde que você partiu. Nunca mais vi o dia nascer feliz, com o mundo inteiro acordando enquanto a gente ia dormir.
Depois de tantas indas e vindas com aquela com quem já tinha me acostumado, e da repentina obsessão pela outra, com a qual eu já estava me acostumando, surge uma nova. Não sei se posso agüentar. Eu quero estar na sua pele, me embriagar com seu perfume. Tenho ciúme dos seus olhos em outra direção.
Minha vida sem você não tem sabor, não tem cor. Nem flor, não há. Não há nada que ponha tudo em seu lugar, eu sei, mas queria tanto lhe trazer pra mim... Você está no meu corpo feito tatuagem, que é pra me dar coragem pra seguir viagem quando a noite vem. Aonde quer que eu vá, levo você no olhar.
O dia está amanhecendo... peço o contrário: ver o sol se pôr. Porque está amanhecendo se não vou beijar seus lábios quando você se for? Amanheceu. Olho pro céu e vejo como é bom ter as estrelas na escuridão. Espero você voltar, sem cansar.
A verdade é que eu já conheci muita gente e até gostei de alguns garotos... Eu tenho mil amigos, mas você foi o meu melhor namorado. Depois de você, os outros são os outros. E só. Você me tem fácil demais, mas não parece capaz de cuidar do que possui. Você me diz o que fazer, mas não procura entender que eu faço só pra agradar. Porque de vez em quando você me esquece e some? Porque você me deixa tão solta? Porque você não cola em mim? E se eu me interessar por alguém? Estou me sentindo muito sozinha, meu amor, cadê você? Não tem ninguém ao meu lado...
Então eu fecho os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você. Não estou ao seu lado, mas posso sonhar... Se eu queria enlouquecer, essa é a minha chance. Nosso romance foi o ideal. O quê que há com nós dois, amor? Me responda depois... Me diz por onde você me prende, por onde foge e o que pretende de mim. Eu queria saber te prender como você faz comigo. E ver lá no escuro do mundo, onde está o que você quer, pra me transformar no que te agrada, no que me faça ver quais são as cores e as coisas pra te prender.
Vi você com ela. Foi um sonho ruim, acordei chorando e por isso eu te liguei. Será que você ainda pensa em mim? Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais. Teus pelos, teu rosto, teu gosto, tudo que não me deixa em paz... e eu estava em paz quando você chegou.
Tenho feito tantas coisas pra enganar a solidão, mas eu sei que não tem jeito, é impossível te arrancar do coração! Porque é que você veio se não era pra ficar? Quem mandou você mandou deixar tanta saudade em seu lugar? E agora o que que eu se faço não existe igual você? Eu não posso inventar outra paixão. Só no tempo e no espaço estou longe de você, porque sei que aqui dentro não vou te esquecer. Pode ser que eu esteja louca, me agarrando ao que passsou... Mas no fundo só um louco é que se entrega a um grande amor...
E eu já conheço os passo dessa estrada e sei que não vai dar em nada. Eu já conheço as pedras do caminho e sei também que ali, sozinha, eu vou ficar tanto pior! Mas o que é que eu posso contra o encanto desse amor que eu nego tanto, evito tanto... e que, no entanto, volta sempre a me enfeitiçar? Estou cansada, tão cansada... Mas não pra dizer que não acredito mais em você. Nem pra dizer que estou indo embora. Hoje eu quero sair só, eu tenho que ir pra rua... Talvez eu volte, um dia eu volto. Eu só eu preciso esquecê-lo, minha grande, minha pequena, minha imensa obsessão.
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo... De repente eu me vi assim, completamente sua. Vi a minha força amarrada no seu passo, sem você não há caminho, eu nem me acho. Eu vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia. Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia uma mudança muito estranha, mais pureza, carinho, calma e alegria no meu jeito de me dar. Quando a minha voz se fez mais forte, mais sentida. A poesia fez folia em minha vida, você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa. Mas não tem revolta, não. Eu só quero que você se encontre. Saudade até que é bom... É melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom que eu tenho em mim. Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas. Tenho um sonho em minhas mãos, e amanhã será um novo dia. Certamente eu vou ser mais feliz!
terça-feira, 15 de março de 2005
Semana passada eu tive dias bons e estranhos, tudo ao mesmo tempo.
No sábado, fui à festa de aniversário de um aninho da Sofia, filha de uma pessoa que trabalha com meu pai. Foi uma festa ótima, apesar das músicas da Xuxa. Yasmin - minha afilhada também - foi, e me obrigou carinhosamente (com uma carinha de cachorro abandonado que só uma criança com aqueles olhos grandes e expressivos consegue fazer) a ir com ela até o parquinho. Pois bem, fui. Enquanto ela se divertia na piscina de bolas que um dia eu quero ter em minha casa, eu sentei num banco próximo e fiquei observando. Impressionante como crianças conseguem arrumar aiguinhos com facilidade. Logo logo ela estava brincando numa casinha com outras meninas (Isso depois de subverter a ordem normal de um escorrega, o que não vem ao caso no momento). Então, enquanto ela se divertia na casinha, uma garota sentou no banco ao meu lado e começamos a conversar:
- Oi. Você quer uma batata?
- Quero sim...
- Toma. Cuidado, tá quente.
- Obrigada. Tá gostando da festa?
- Tô. No início eu tava com sono e queria ir embora logo.
- Eu também.
- É sempre assim. Aí, quando eu começo a me divertir, tá na hora de ir embora...
- É... A vida é assim mesmo. Com o tempo você se acostuma e aprende a se divertir desde o começo.
- Eu não quero mais ir embora.
- Que bom, então tá na hora de você se divertir. Antes que canse e fique com sono de novo...
- Só vou acabar de comer primeiro.
- Hmmm. (...) Você mora onde?
- No Rio de Janeiro. E você?
- Eu moro em Niterói.
- Aqui perto?
- Mais ou menos...
- Eu tenho uma amiga que mora em Niterói também. De vez em quando eu vou pra casa dela.
- E você gosta?
- Gosto.
- Niterói é um lugar legal. Eu tenho muitos amigos aqui.
- E você vai na casa deles?
- Vou... Mas na maioria das vezes eles é que vão na minha.
- Como é a sua casa?
- É um apartamento, muito legal. Ainda mais agora que tem uma rede na varanda... Eu moro com duas amigas.
- Eu também quero morar com minhas amigas. Deve ser muito divertido!
- É sim, mas não é fácil. Às vezes sinto saudades de morar com meus pais. É muito mais fácil morar com os pais.
- Eu gosto de morar com minha mãe e meu pai. Só não gosto quando eles brigam comigo.
- Mas é normal, eles são pais, foram feitos para isso!
- Os seus pais também brigam com você?
- Claro que brigam, eles são pais!
- Hummm... qual o nome dela?
- Yasmin.
- A Yasmin é sua?
- É. Minha afilhada. E prima.
- Ah, pensei que fosse filha.
- Não...
- Você tem namorado?
- Não.
- Por quê não?
- Não sei...
- Você devia ter um namorado!
- Você tem?
- Eu tenho. O nome dele é Victor Hugo.
- Que nome bonito!
- É, eu gosto dele. Ele me deu essa pulseira de presente.
- Que bonita!
- Você devia ter um namorado. Você tem cara de quem tem um namorado.
- E como é a cara de quem tem um namorado?
- Assim, igual a sua.
- Esclarecedor!
- Antes de namorar o Victor Hugo, eu namorei o Felipe. Você já teve um namorado?
- Até tive...
- E por que não tem mais?
- A gente terminou. E por que você não namora mais o Felipe?
- Por que ele se mudou. Nem o vejo mais.
- Que pena. Você tem saudades dele?
- No início eu tinha muita, mas agora já acostumei. E você, tem saudades do seu namorado?
- Eu ainda o vejo.
- E gosta dele?
- Gosto, ele é meu amigo.
- Então, por que terminou?
- Eu não sei nem por que a gente começou!
- Você é complicada!
- Eu não. A vida que é! Ela dá muitas voltas, nos afasta e nos reaproxima das coisas, e faz tudo acontecer quando a gente menos espera... E quando a gente espera que aconteça, não acontece nada. E a gente perde pessoas, e quando acha que é tarde demais, as encontra novamente. E um monte de coisa quer acontecer fora de hora, e terminar no meio, continuar no fim e começar sempre...
- Eu não entendi nada.
- Não faz mal, eu também não sei bem o que quis dizer...
- Eu gostava do Felipe. Aí ele foi embora. Agora eu gosto do Victor Hugo. Mas quando o Felipe volta, a gente ainda brinca.
- É, não importa a idade, os relacionamentos são sempre parecidos... só muda o grau de complexidade!
- Muda o quê?
- Ah, deixa pra lá. Um dia você vai entender.
- Eu hein!! Vocês adultos complicam tudo! Eu vou brincar antes que chegue a hora de ir embora...
Ah, o nome dela é Larissa. Ela está no Jardim 3 e tem 4 anos. E é uma ótima pessoa pra se conversar!
Tá tudo igual, e nada é a mesma coisa. Estou enjoada, cansada, de saco cheio. Não sei o que aconteceu, nem quando, mas tá tudo errado, e não sei se tem conserto. O futuro não é mais como era antigamente*. Até o passado mudou. Eu, que sempre fui saudosista, já não gosto mais de lembrar o passado. Nem o distante, nem o recente. Tudo o que se passou foi há tanto tempo, qque nem sei mais se foi comigo ou com outra pessoa. E certamente não foi exatamente como me lembro. Meu passado é um monte de invenções, e estou cansada delas. Também não aguento mais viver sempre o mesmo presente, e estou um tanto sem expectatias para o futuro. Viu só? Estou enjoada! De tudo, de mom, das paisagens de sempre... Ainda gosto das minhas pessoas, no entanto. De fato, AMO as minhas pessoas. Todas elas, muito mesmo. Mas me sinto distante, como se eu estivesse presa na mais alta torre de um castelo, sem telefone ou internet, separada delas por um absimo intrasponível. Estou no tempo errado, e não sei onde meu tempo foi parar. Minha cabeça não está no passado, nem no presente e nem no futuro, mas em um quarto espaço de tempo, encoberto por névoa. Não é possível que eu não tenha feito nada esse tempo todo. Que desperdício! Não, eu não estou deprimida. Nem triste, nem nada. Estou é velha. E tão nova...
* Índios, Legião Urbana. Letra do Renato Russo, of course
Às vezes eu me esqueço do nosso pacto de não agressão. Daí, vem-me o impulso de ligar para a sua casa às três horas da madrugada, contar-lhe do tanto que você me fez sofrer e dos rios de lágrimas que verteram dos meus olhos; fazê-lo sentir-se culpado por tudo e aproveitar para xingar algumas dúzias de desaforos nos seus ouvidos.
Às vezes eu me esqueço de que deixei de lhe odiar. Então, tenho vontade de estragar sua vida, como você fez com a minha, e ligar para ela a fim de bater um papo. Então, contá-la das vezes que ocê me procurou depois que terminamos, do quanto disse que me amava, que nunca deixaria de amar, e que nunca seria capaz de amar a nenhuma outra - nem a ela - como amava a mim.
Às vezes eu que esqueço de que já o esqueci. E surge o ímpeto de queimar seus retratos, tirar do alcance dos olhos tudo o que possa remeter a você, fazer simpatia para nem lembrar do seu rosto ou sequer de seu nome, e apagar completamente da memória tudo o que vivemos e dissemos um para o outro.
Mas os impulsos, as vontades e os ímpetos são passageiros. Recorrentes, mas passageiros.
Às vezes eu me esqueço de que deixei de lhe amar...
Texto de 8 de outubro de 2002, um pouco remodelado e recèm-quase-associado ao Neruda que li hoje.
Minha mãe está gripada, meu pai foi para Itaperuna, e eu acabei ficando no Rio por mais um tempo (se bem que devo ir-me embora hj).
Assim sendo...
Passei a semana na civilização (em Niterói), mas longe de internet. Cheguei aqui no Rio hoje, e só estou conectando agora.
Quinta-feira eu revi Trainspotting e lembrei pq gosto do Danny Boyle.
Quarta-feira eu me apaixonei por uma mulher: Zahara, interpretada pelo Gael Garcia Bernal em Má Educação. Acho que não há melhor metro e meio de homem no mundo.
Terça-feira eu fui ver o Richard Gere dançando em Quer Dançar Comigo?. Realmente, não há nada como um homem que saiba dançar...
Segunda-feira, vi Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança. E escrevi.